De Lisboa a Paris : o que mudou ?

A minha vida em cinco pontos 

1 – não me canso de dizer, mas uma agenda é quase indispensável. Seja electrónica, isto é, no email ou no telemóvel, ou seja como a minha, no bom e velho papel. Toda rascunhada, cheia de números sem nome. De nomes sem número. E de datas, sempre no dia errado. Mas é importante. Lembro-me do primeiro dia que cheguei à associação do voluntariado (quando fiz o voluntariado europeu), a tutora perguntou-me se eu tinha uma agenda. Eu, na minha ingenuidade, levei a pergunta para o sentido tens uma agenda? és uma pessoa muito ocupada?. Não era isso. E ela tratou logo de me encontrar uma agenda novinha em folha. 2013. Um ano que durou, durou… A agenda é um acessório indispensável seja na vida íntima ou profissional. Mas um dia falo melhor sobre isto…  Continuar lendo “De Lisboa a Paris : o que mudou ?”

Na cave dum bar de jazz

Repentinamente, logo depois dum colapso entre um concerto desejado durante meses (ou anos, desde que o conheço), e uma abstinência – decidi comprar um novo bilhete. Este para assistir à performance dum artista até então desconhecido – e mesmo agora, já me esqueci do nome, para dizer a verdade. O músico em questão é vizinho do vizinho que mora lá no país dele. Fomos cedo porque disseram-nos que a sala era pequena. E depois dum almoço na cantina ao meio-dia, é claro que já era tarde para jantares românticos. Comemos um hamburger no Paris New York, para dar o tom de mellow jazz que se anunciava para mais tarde…

E, ainda bem que chegámos cedo. A sala meio exígua, dispunha duma mini plateia, rodeada de mesas encostadas à parede. Ocupámos logo o lugar num sofá velho e desconfortável, ao lado dum casal, já batido nestes serões. Notava-se, porque tinham o melhor lugar. Estavam sentados à minha esquerda. Durante escassos minutos um intruso apareceu para se sentar no espaço reservado à intimidade de cada casal. Continuar lendo “Na cave dum bar de jazz”

Cocktails: a tendência e a experiência

Antes de vir para Paris confesso-me, não aderia nem de longe aos cocktails. Em primeiro lugar são uma bebida cara, comparada com os vinhos, cervejas e outros digestivos que facilmente se encontram em Portugal. Os meus contactos com o cocktail ficavam pela caipirinha do Bairro Alto, a menos de dois euros. Claro! E mesmo quando cheguei a Paris não estava convencida… Afinal a carta de vinhos tem sempre um aspecto delicioso. Porém, tive de ultrapassar os meus preconceitos e encontrar-me face a face com esta indústria e, alguns dirão mesmo, com esta arte. Não é estranho, por isso, encontrar bares exclusivamente de cocktails. Sim, exclusivamente!

Para facilitar o encontro entre um curioso da arte do cocktail e um bar original, que tornará a viagem em Paris ainda mais especial, eu selecionei cinco dos meus bares preferidos:

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Hamburger : o prato irresistível dos parisienses

Esqueçam tudo o que conhecem sobre este prato fast-food que invadiu todas as cidades e a vida de muitos estudantes. Em Paris o hamburger é um prato digno de vários sabores, composições e todo o tipo de experiências. Falamos de vegetarianos, de peixe, de carne – claro, mas também de novas ideias em volta deste clássico. É fácil encontrar o hamburger batatas fritas em qualquer brasserie da cidade, mas o que eu separei para vocês são restaurante exclusivamente de hamburgers!

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Top 3 – Os meus restaurantes preferidos

Uma selecção especial dos meus restaurantes preferidos em Paris. Nos três preferidos não cabe a lista de todos os que merecem uma visita, sobretudo que existe uma diversa gama de preços. Estes são endereços para ocasiões mais especiais, mas também para um fim-de-semana entre amigos, desde o centro da cidade até às zonas menos turísticas. É fácil encontrar bons lugares para comer na capital, o difícil é fazer uma selecção dos três melhores! De qualquer forma estes são os três melhores que escolhi (a lista pode sofrer alterações no futuro… mas eu aviso!)

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Vi(r)agem

Como começou esta viagem? Já tinha falado num post anterior que a ideia inicial era de fazer um serviço de voluntariado europeu durante doze meses. Uma ideia que se concretizou em menos tempo, mas que vale bastante a pena de ser partilhada.

O serviço de voluntariado europeu é um programa financiado pela União Europeia, vários organismos estão envolvidos na implementação deste projecto que já conta vários anos no seu curriculum. Disponível para todos os jovens entre 17 e 30 ans, com um projecto definido entre 2 semanas e dois meses para os projectos de curta duração e de dois meses a 12 meses para os projectos de longa duração. Todos os que moram no território europeu – incluindo os países que não fazem parte da UE, podem propôr uma ideia para um outro país que não seja o de residência/nacionalidade ou candidatar-se a um dos inúmeros projectos disponíveis, apresentados pelas associações ou outras entidades locais/envio. Local e envio é uma linguagem típica do SVE porque todos os participantes têm uma entidade de contacto no país de envio, isto é, o país de origem e uma outra no país de acolhimento, onde se passa a experiência.

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