Quando a praga me pregou uma partida (II)

Agora era preciso explicar que não tinha percebido que o hotel ficava a duas horas de Praga, que queria anular a reservação – feita pela internet – dormir esta noite, partir amanhã e ainda pedir conselhos sobre a estadia na capital. Olha a lata. A cena foi… acalmá-lo, ele nunca se enerva, sobretudo, era o primeiiiiro fim-de-semana. Mas já estava cansado da viagem e não via o fim do dia chegar. Melhor, tínhamos duas garrafas de vinho (francês, claro) na mala e nada para jantar. A coisa prometia… Tive de lhe dizer, que como pessoa adulta e responsável pela sua leitura dos hotéis em Praga, eu ia tomar conta da situação. Chamei o senhor e disse-lhe que queria a chave e anular a reservação. Claro, ele não percebeu nada. Aliás, falava tão bem inglês, que foi chamar o seu superior. Que evidentemente, a esta hora já não estava a trabalhar. Então pôs-me em linha com ele. E, como é claro, ele não percebeu nada. Mas não tardou a aparecer no hotel. E nós dois plantados na recepção, cansados e com fome. Tive de lhe dizer que queríamos ir para Praga e que eu tinha visto mal a distância – a risada era geral. Agora precisava anular, voltava depois. Não disse quando. Estava quase tudo pronto, quando se deram conta que tinha feito a reserva através dum site internet, então a anulação devia passar por eles. Estão a brincar, certo? Já cheguei até aqui. E já estou de partida amanhã. Continuar lendo “Quando a praga me pregou uma partida (II)”

Cocktails: a tendência e a experiência

Antes de vir para Paris confesso-me, não aderia nem de longe aos cocktails. Em primeiro lugar são uma bebida cara, comparada com os vinhos, cervejas e outros digestivos que facilmente se encontram em Portugal. Os meus contactos com o cocktail ficavam pela caipirinha do Bairro Alto, a menos de dois euros. Claro! E mesmo quando cheguei a Paris não estava convencida… Afinal a carta de vinhos tem sempre um aspecto delicioso. Porém, tive de ultrapassar os meus preconceitos e encontrar-me face a face com esta indústria e, alguns dirão mesmo, com esta arte. Não é estranho, por isso, encontrar bares exclusivamente de cocktails. Sim, exclusivamente!

Para facilitar o encontro entre um curioso da arte do cocktail e um bar original, que tornará a viagem em Paris ainda mais especial, eu selecionei cinco dos meus bares preferidos:

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Hamburger : o prato irresistível dos parisienses

Esqueçam tudo o que conhecem sobre este prato fast-food que invadiu todas as cidades e a vida de muitos estudantes. Em Paris o hamburger é um prato digno de vários sabores, composições e todo o tipo de experiências. Falamos de vegetarianos, de peixe, de carne – claro, mas também de novas ideias em volta deste clássico. É fácil encontrar o hamburger batatas fritas em qualquer brasserie da cidade, mas o que eu separei para vocês são restaurante exclusivamente de hamburgers!

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Top 3 – Os meus restaurantes preferidos

Uma selecção especial dos meus restaurantes preferidos em Paris. Nos três preferidos não cabe a lista de todos os que merecem uma visita, sobretudo que existe uma diversa gama de preços. Estes são endereços para ocasiões mais especiais, mas também para um fim-de-semana entre amigos, desde o centro da cidade até às zonas menos turísticas. É fácil encontrar bons lugares para comer na capital, o difícil é fazer uma selecção dos três melhores! De qualquer forma estes são os três melhores que escolhi (a lista pode sofrer alterações no futuro… mas eu aviso!)

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Vícios meus

Dos vários vícios da vida mundana tenho a procrastinação que me deixa ficar horas a olhar para o ecrã da televisão, consigo suportar um certo número de programas em função do meu humor – uma actividade que desenvolvo em solo, porque não gosto de ser apreciada sobre o carácter das minhas visualizações. Nada de grave, comparado ao seguinte : bolachas e biscoitos. Isso mesmo! Bolachas forradas de chocolate e biscoitos de manteiga, ou com pepitas. Pior, batatas fritas, essas chips que tanto se fala em França.

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Chá ou café ?

O dilema de todas as manhãs é decidir com qual aroma despertar as pálpebras. Sobretudo os neurónios gustativos, pois são eles que alimentam o sentido mais imaginativo de cada dia. O café sendo a escolha mais recorrente deixou de ser aquecido na máquina, ou desejado na cafeteira italiana. Agora consome-se em qualquer máquina esperada numa gare ou simplesmente entre duas aulas. Com uma mousse que lhe dê o aspecto necessário e suficiente para me fazer imaginar o quão delicioso e aromático seria. Porque não é.

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